É possível fazer o armazenamento de energia solar?!

Uma das dúvidas mais frequentes entre os clientes da tecnologia fotovoltaica é: como armazenar energia solar? Afinal, se os sistemas solares fotovoltaicos usam a luz do sol para gerar energia elétrica, esta, obviamente, não é produzida durante à noite.

Aos brasileiros que utilizam sistemas solares fotovoltaicos, isso não se apresenta como um problema, devido a uma Resolução Normativa da ANEEL que regulamenta o chamado sistema de compensação de energia elétrica. Através desse sistema, o consumidor que instala a tecnologia fotovoltaica em sua casa ou empresa, pode conectá-la à rede da distribuidora local e passar a fazer a troca da energia gerada durante o dia e injetada na rede pela energia consumida da mesma durante a noite.

Há, no entanto, um elo de dependência do consumidor com a distribuidora  e aqui temos a maior desvantagem dos sistemas On-Grid: a cessão da geração no caso de queda da rede, a qual, infelizmente, é necessária para evitar riscos ao sistema e aos profissionais reparando a rede.

Além disso, isso representa um problema na medida em que grande volume do consumo elétrico dos consumidores vem daquelas horas em que o sol não está brilhando alto no céu e, consequentemente, os sistemas não estão gerando energia, o que acarreta, muitas vezes, em um sobrecarregamento das redes de transmissão.

Como Armazenar Energia Solar?

O armazenamento da energia elétrica gerada pelos sistemas fotovoltaicos é feito da mesma forma que em outras aplicações energéticas: através de baterias, que variam em sua constituição e qualidades.

Os tipos de baterias existentes são três:  de chumbo-ácido, de níquel-cadmio e de Íons de Lítio. Enquanto as duas primeiras são semelhantes àquelas usadas nos automóveis tradicionais à combustão, a última é igual àquelas que usamos em celulares e Laptops, além do tipo usado nos carros elétricos.

As baterias de chumbo-ácido e níquel-cadmio foram as primeiras a serem aplicadas junto aos sistemas fotovoltaicos (no Brasil existem muitos sistemas isolados que usam esses tipos), porém, embora cumpram com o seu papel, essas baterias possuem um preço elevado e uma vida útil muito abaixo daquela apresentada pelo sistema, o que as torna inviável para sistemas em locais com acesso à rede elétrica.

Em mercados estrangeiros, como o da América do Norte, Europa e Ásia, que já possuem setores solares mais desenvolvidos, a tecnologia das baterias de íon-lítio -como a Powerwall, da Tesla -  já estão se espalhando rapidamente, visto a sua capacidade de armazenamento e durabilidade.

Essas baterias, como mencionado, são as mesmas utilizadas pelos carros elétricos, fato que fazem destes uma estação de armazenamento por si só. Isso mesmo, tecnologias já em desenvolvimento irão possibilitar que, no futuro, o consumidor utilize o seu carro elétrico como uma bateria para o seu sistema fotovoltaico. Então, o cliente que já possui um sistema conectado à rede terá que, no futuro, trocar o seu sistema por um com bateria?

De forma alguma, afinal essa tecnologia de armazenamento vem para complementar os sistemas On-Grid.  Aliás, uma tecnologia desenvolvida aqui no Brasil, e já em aplicação no mercado, se compromete a esse propósito e possibilitará que os proprietários desses sistemas utilizem as baterias sem a necessidade de troca dos equipamentos, como o inversor.

A tendência por aqui, assim como já acontece lá fora, é a utilização dessas baterias junto com os sistemas conectados à rede. Dessa forma, o consumidor só ganha vantagens, pois poderá contar com a energia da rede e, caso essa falte, poderá contar com a energia armazenada na sua bateria.

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